Rorate caeli

Tempo do Advento

Derramai, ó céus, o vosso orvalho do alto, e as nuvens chovam o Justo.

Não vos ireis, Senhor, nem vos lembreis da iniquidade.

Eis que a cidade do Santuário ficou deserta:

Sião tornou-se deserta; Jerusalém está desolada.

A casa da vossa santificação e da vossa glória,

Onde os nossos pais vos louvaram

Derramai, ó céus, o vosso orvalho do alto, e as nuvens chovam o Justo.

Pecamos e nos tornamos como os imundos,

E caímos, todos, como folhas.

E as nossas iniquidades, como um vento, nos dispersaram.

Escondestes de nós o vosso rosto

E nos esmagastes pela mão das nossas iniquidades

Derramai, ó céus, o vosso orvalho do alto, e as nuvens chovam o Justo.

Olhai, ó Senhor, para a aflição do vosso povo,

E enviai Aquele que estais para enviar!

Enviai o Cordeiro dominador da terra

Da pedra do deserto ao monte da filha de Sião

Para que Ele retire o jugo do nosso cativeiro

Derramai, ó céus, o vosso orvalho do alto, e as nuvens chovam o Justo.

Consola-te, consola-te, povo meu,

Em breve há de vir a tua salvação!

Por que te consomes na tristeza, se a dor te renovou?

Eu te salvarei, não tenhas medo!

Porque Eu sou o Senhor, teu Deus,

o Santo de Israel, o teu Redentor

Derramai, ó céus, o vosso orvalho do alto, e as nuvens chovam o Justo.